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7º Dia dos 98 I Motoristas conquistam "MotorHome" para descanso da categoria.

20 de out. de 2021
2 min de leitura

Com o massivo apoio popular os "98 da UniVale" acuam os patrões da Vale.SA, que ameaçam os trabalhadores da própria empresa que apoiam o movimento dos motoristas.


Foto : Jornal O Decolonial

A paralisação dos rodoviários da UniVale chega hoje no seu 7º dia e sem uma luz no fim do túnel para a resolução do impasse e a aprovação das pautas da categoria. Com a entrada da Vale S.A nas negociações alguns pontos avançaram e outros retrocederam. Se por um lado a Vale S.A já admite ceder em alguns pontos das reinvidicações, por outro ela começa uma perseguição contra os trabalhadores da própria Vale S.A e também contra o Sindicato Metabase Inconfidentes que representa hoje parte da categoria da mineração na cidade de Mariana.



Pontos que avançaram

Alguns pontos estão sendo positivos nas negociações dos trabalhadores com a empresa terceirizada da Vale S.A, entre eles a readmissão de 4 trabalhadores demitidos e também a paralisação das demissões na UniVale. Outros pontos estão avançando como, o fim da terceira pegada e pagamento de horas extras justas para todos os trabalhadores e até mesmo uma espécie de "MotorHome" para descanso dos motoristas, proposta antiga dos trabalhadores que finalmente foi confirmada hoje pela direção da empresa UniVale. Outra proposta de bastante impacto e conquista também dos "98 da UniVale" foi uma garantia da empresa de uma reavaliação completa em todo o sistema operacional dos ônibus e suas frotas que prestam serviço para a mineradora Vale S.A na região de Mariana.


Pontos que retrocederam

A Vale S.A anunciou ontem 19/10/2021 que suspendeu as negociaçõe do acordo coletivo proposto pelos trabalhadores da mineração, em uma clara demonstração de que a empresa quer punir quem se solidariza e apoia a categoria dos terceirizados. O Jornal "A Voz dos Mineiros" que pertence aos trabalhadores da Mineração em Mariana soltou uma nota agora há pouco contestando o autoritarismo da empresa Vale S.A e relembrou também a histórica greve dos Mineiros da Vale em 1989.


Segundo lideranças dos motoristas essa tentativa de intimidação e desunião da categoria não vai contribuir para o o processo de negociação. "Queremos voltar a trabalhar mais precisamos ser respeitados e ouvidos na negociação, assim como todos os trabalhadores da Vale precisam ser respeitados".


O movimento chegou hoje no seu sétimo dia de mobilizações e o espirito da turma de motoristas da UniVale é de resistência na porta da garagem da empresa. Segundo pode constatar a redação do Jornal O Decolonial os trabalhadores não irão arredar o pé na paralisação até suas pautas sejam atendidas e negociadas com respeito pelas direções da UniVale e da Vale S.A.


Redação I Jornal O Decolonial I


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