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A problemática da Rua dos Bancos em Mariana.

21 de nov. de 2021
2 min de leitura

Atualizado: 11 de dez. de 2021

Passados 324 anos das primeiras ocupações a primeira cidade do estado de MG apresenta problemas estruturais em seu plano urbanístico.

Por : Raphael Francis

A gestão do espaço urbano em Mariana se mostrou eficaz apenas para os colonizadores nos primeiros anos da Primaz das Gerais. As ruas deste espaço da cidade são traçados retilíneos ao longo de seu percurso, desenhadas pelo engenheiro militar Fernandes Pinto Alpoim. Este mapa simples representando o atual centro histórico mostra o que tentou se implantar em Mariana no século XVIII, a ideia de controle das cidades coloniais mais importantes para a Coroa portuguesa.


Passados 324 anos das primeiras ocupações e instalações de viajantes em busca das preciosidades nas Minas, a primeira cidade do estado apresenta problemas que não condizem com seus títulos e honrarias históricas. Destaque para a rua Salvador Furtado, no centro, conhecida popularmente como rua dos bancos. Nos dias atuais ter uma rua temática, ou seja, com determinado serviço concentrado majoritariamente nela, em Mariana já não é mais funcional. De uma ponta a outra encontra-se os únicos estabelecimentos que oferecem serviços essenciais a toda população, postais e bancários, principalmente. E quanto descaso com os usuário destes serviços. Numa cidade, estimada em 2021 pelo IBGE em 61 mil habitantes, são escassos os bancos e seus funcionários e praticamente todos concentrados em uma única rua, isso é inviável. O problema não se resume à aglomeração confusa de pessoas em filas imensas e desconcertadas pelas pequenas calçadas. Há o trânsito nesta rua que tem seus horários de pico todos os dias, onde a cidade figura abarrotada de carros e ônibus da Mineração, sendo muitos de grande porte na circulação diária, situação insuportável para moradores e turistas quem vem conhecer a Primaz das Gerais.

Foto : Olhar Artes Visuais

Já os bancos, estes se espremem e fazem um contorcionismo para ocuparem os melhores espaços, às custas dos correntistas e usuários que, na rua, seja com intenso sol, chuva ou frio devem se emparedar nas frentes das lojas ao longo da rua para resolver suas demandas. Uma situação sempre lamentável, para idosos, deficientes físicos e pessoas com demais problemas que interferem no seu deslocamento pela Salvador Furtado.

Há que se pensar novas formas de dispersão geográfica da prestação dos serviços pela cidade, em especial os bancários, que demandam tempo e paciência de quem tem que enfrentá-los, serviço que em Mariana, começa na rua.


* Raphael Francis é graduando em Historia pela UFOP.

Fontes:


Redação I Jornal O Decolonial I

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