Bloco "Lama Nunca Mais" protesta contra Vale S.A e homenageia fundador do projeto Manuelzão em BH.
"Não foi acidente, a Vale mata rio, mata peixe, mata gente", afirmam foliões.

PROTESTO CONTRA MINERAÇÃO PREDATÓRIA EM MG | Ontem o carnaval em Belo Horizonte contou com apresentação e performance contra os crimes cometidos pela mineração predatória no estado de Minas Gerais. O bloco, organizado pelo Movimento Lambuzados, lembrou, durante o cortejo de carnaval, dos crimes de Bento Rodrigues em Mariana em 2015, os "assassinatos" em Brumadinho em 2019 e também a especulação e o avanço da mineração na Serra do Curral, monumento histórico e natural da capital mineira.
Além de folia e curtição o carnaval também dá visibilidade e abre espaço para as lutas socais.
O bloco se concentrou ao lado da biblioteca pública Luiz de Bessa na praça da Liberdade e seguiu pelas ruas de BH até o tradicional viaduto de Santa Tereza, ponto de encontro de blocos e foliões no carnaval belo-horizontino. Os foliões se sujaram com lama para representar aqueles que perderam suas vidas pela irresponsabilidade e ganância da mineração predatória em Minas Gerais e afirmam :
"Não foi acidente, a Vale mata rio, mata peixe, mata gente"
O bloco homenageou ainda o médico e militante Apolo Heringer Lisboa um dos fundadores do projeto Manuelzão e que está sendo criminalizado pela Fiemg por lutar e defender outro modelo mineração para o nosso estado, com mais responsabilidade social e ambiental.
O Carnaval de BH tem se consolidado a cada ano como um dos maiores carnavais do país, arrastando foliões e turistas de diversas localidades do Brasil.
Redação | Jornal O Decolonial |




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