Cerca de 80 milhões de reais esse é o valor para romper com a SaneOuro S.A.
Atualizado: 21 de mar. de 2022
Vereadores questionam a atuação da procuradoria de Ouro Preto no caso SaneOuro S.A e querem usar o pagamento da Vale S.A e da Fundação Renova para romper com a empresa sul-coreana.

Uma reunião com a presença do procurador municipal Diego Ribeiro aconteceu ontem na Câmara Municipal de Ouro Preto com a intenção de esclarecer quais as ações estão sendo tomadas pelo município em relação ao contrato com a SaneOuro S.A. Segundo estudos, feitos por órgãos internos da fazenda municipal , o rompimento do contrato custaria para o município um valor aproximado entre 80 e 100 milhões de reais. Vereadores querem o rompimento do contrato e o fim do vinculo da empresa SaneOuro com o município de Ouro Preto, no entanto o procurador não deu nenhuma resposta afirmativa para o rompimento imediato do contrato, segundo Diego Ribeiro ainda não existem elementos para romper o contrato sem custos ao município. O procurador apresentou alguns caminhos para desfazer o contrato, mas todos eles, segundo o procurador, esbarram em questões financeiras e orçamentarias do município de Ouro Preto.

Vereadores apresentaram como solução a cobrança imediata das dividas, que estão judicializadas, da Vale S.A e da Fundação Renova com o município de Ouro Preto como uma possível forma de pagamento da indenização e também para o investimento caso o Semae volte a operar no município. Segundo foi informado na reunião a Vale S.A deve ao município 300 milhões de reais e a Fundação Renova mais 80 milhões de possíveis acordos ambientais, valores suficientes para o rompimento do contrato e futuros investimentos para a volta da Semae.
Enquanto o prefeito Angelo Oswaldo não cumpre sua promessa de campanha e usa argumentos jurídicos para postergar a decisão de saída da empresa a população ouro-pretana espera uma decisão politica do executivo. Vereadores acreditam que o município tem condições de romper o contrato e reassumir o serviço de água e esgoto em Ouro Preto.
Redação | Jornal O Decolonial |




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