Coluna Itabirito Inteligente | Administração Pública e a evolução dos modelos de gestão.
Atualizado: 10 de jan. de 2022
Confira o texto de hoje da | Coluna | Itabirito Inteligente.

por : José Roberto Vaz
Nos últimos anos, de forma geral, o mundo vem passando por inúmeras transformações em diversos campos, desde o comportamental, passando pelo tecnológico e também pelo processo gerencial. Os antigos modelos de gestão burocrática, de viés conservador e centralizador, foram se tornando obsoletos e deram lugar a processos de uma gestão mais focada na cultura da inovação, no planejamento estratégico e voltado para a gestão fiscal, o controle e a participação popular.
Com as rápidas mudanças ocorridas nos cenários econômico, social, político e tecnológico, surgem novas modalidades para gerir as organizações, inclusive as governamentais. Dentro desse contexto, estas organizações possuem objetivos, realizam atividades no espaço organizacional, mobilizam recursos e perseguem metas. Os objetivos a serem alcançados devem estar alinhados ao planejamento estratégico e as atividades devem ser coerentes com os objetivos traçados a curto, médio e longo prazo. Já os recursos, devem ser otimizados na execução dessas atividades e as metas, claras e bem definidas. A gestão administrativa consiste em tomada de decisão acerca da melhor forma de combinar todas essas variáveis para cumprir a missão expressa em seu Planejamento Estratégico. Assim, o procedimento de gerenciar os recursos e gerir as pessoas é único tanto na esfera pública, quanto na privada. As práticas administrativas são as mesmas, divergindo somente quanto à legislação específica, as normas internas e a cultura organizacional.
A administração pública passou pelos três processos que se sucederam no tempo: patrimonialista, burocrático e gerencial. O modelo patrimonialista vem da época da Monarquia e foi até meados dos anos 30, quando Getúlio Vargas implementou o modelo burocrático idealizado por Max Weber, amparado nos princípios da impessoalidade, do formalismo e do profissionalismo. Já em meados dos anos 90, a administração pública foi revitalizada com a adoção do modelo gerencial, cujo objetivo principal era dotar a máquina pública de maior agilidade, flexibilidade e eficiência, apoiada nos pilares da burocracia. O foco deste modelo passou a dar ênfase na produtividade e na qualidade da prestação do serviço público direcionado à satisfação do cidadão, mudando práticas burocráticas e utilizando de ferramentas das instituições privadas.
Apesar de alguns administradores públicos ainda insistirem em modelos mais centralizadores e burocráticos, as organizações governamentais incorporam cada vez mais em suas práticas cotidianas conceitos e técnicas há muito utilizadas pelas organizações privadas, que hoje fazem parte da realidade organizacional na esfera pública. O desafio atual é criar estratégias para que os gestores transformem conhecimento em ação e efetivamente viabilizem as novas práticas gerenciais para atenderem a sociedade com eficiência e o máximo de excelência. Cabe ressaltar que, quanto mais inovador e autônomo for este modelo, maior a chance dele oferecer aos cidadãos serviços de qualidade, dentro da premissa dar a devida eficiência administrativa à máquina pública, onde o gestor planeja estrategicamente as suas ações em busca de metas e resultados, com a devida responsabilidade no trato das finanças públicas, agindo de maneira responsável e equilibrada com o erário, direcionando de forma eficiente estes recursos a fim de atender aos anseios e necessidades da coletividade.
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Zé Roberto Vaz possui graduação e pós graduação em Gestão Pública.



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