COLUNA ITABIRITO INTELIGENTE | Segurança Alimentar : Uma questão de honra.
Atualizado: 18 de jan. de 2022
Confira o texto de hoje da Coluna Itabirito Inteligente.

por : José Roberto Vaz
O Ano Novo está aí e, com sua chegada, buscamos renovar nossas esperanças em dias melhores para todos. Mas, basta ir ao supermercado, ao sacolão e ao açougue para termos o nosso choque de realidade e ver que “mudaram as estações e nada mudou”. O preço da grande maioria dos gêneros alimentícios ainda está lá nas alturas e, quase sempre, você precisa rodar de lugar a lugar procurando por ofertas, ou optar entre um produto e outro, ou mesmo deixar de levar algumas coisas na compra, simplesmente porque o dinheiro não deu para comprar tudo o que você precisava. Se a coisa está difícil para nós que ainda temos algum recurso, imagina para aqueles que atualmente estão desempregados ou desprovidos de condições dignas de sobrevivência...
De alguns anos para cá, os fatores político, econômico e social pelos quais passa o Brasil, colocaram nosso país novamente no vergonhoso mapa da fome. Cada vez mais brasileiros estão sendo incluídos na linha da pobreza e estão passando por diversas privações, inclusive alimentares. A ONU – Organização das Nações Unidas estabeleceu um tratado de cooperação global onde todos os governos estariam se empenhando para cumprir os ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, com suas 17 metas a serem alcançadas até o ano de 2030, dentre elas acabar com a pobreza em todas as suas formas; acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável; assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos e reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles. Fato é que, enquanto vários países estão se empenhado para alcançar estas metas, o Brasil está andando na contramão da história e se
tornando uma “fábrica de miseráveis”.
Especificamente quando o assunto “fome” volta à tona, precisamos falar sobre segurança alimentar. Segundo a definição do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, ela diz respeito ao direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras da saúde, que respeitem a diversidade cultural e que sejam ambiental, cultural, econômica e socialmente n sustentáveis.
É muito triste dizer isto, mas nossa segurança alimentar não pode ser somente uma teoria, ela precisa ser posta em prática e isto exige ações a curto prazo, pois como diz aquele ditado: “quem tem fome tem pressa”. A erradicação da fome é uma questão de honra, que passa por nossas mãos, mas também por ações governamentais que se mostrem eficientes. O Brasil, que já foi referência no combate à fome e à pobreza, voltou a um patamar vergonhoso, onde o poder de compra não permite a uma grande parcela da população ter uma alimentação digna. Em pleno 2022, mais que trocar hábitos alimentares, precisamos trocar “desgoverno” por “mais comida no prato do brasileiro”.
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Zé Roberto Vaz possui graduação e pós graduação em Gestão Pública.



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