COLUNA OURO PRETO | "Como se fosse possível ou aceitável, uma ideia de eugenia ideológica."
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Não são poucos, os que se julgam os verdadeiros, legítimos e mesmo puros, representantes da vontade popular.
por : João Aidar Filho
Como se fosse possível ou aceitável, uma ideia de eugenia ideológica.
Asseguram que suas compreensões alcançam mais longe e mais amplamente, o que os empossa de razão politica inquestionável e da desnecessidade da irrestrita audição das vontades, estas, já estabelecidas pela onipresença da inteligência liderante. Certo é, que a história nos revela persistente assertividade falaciosa de alguns para com a coletividade, onde os decorrentes desastres perseveram. Flagrante arrogância em alguns, viciosa má fé em outros, e quase sempre subterfúgio à interesses não revelados.
Não são verdadeiros, tampouco legítimos e menos ainda de qualquer validade que não soçobrasse ao transcorrer do tempo histórico. Suas razões eivadas pela promoção de subjacente orgulho secular e cega complacência para com as mazelas, revelam o cultivo do autoengano.
Lamentável é que tais acessos de impertinência passem, em grande parte, desapercebidos pelo corpo militante dos movimentos sociais e, que tal impertinência exerça constrangedora exclusão dos dissidentes ao monopólio da voz e da verdade.
O cultivo do autoengano faz-se presente, naturaliza-se, legitima-se em contra civilizatórias verdades, que só o tempo histórico faz gangrenar no passado, onde restam adormecidas e ausentes, onde não viceje espirito e intensão de debate inclusivo, instrumentador e libertário, pois são extensas as haciendas e profundos os vícios autocentrados e colonizadores.
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João Aidar Filho



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