Cerca de 190 motoristas da UniVale, apenas 3 são mulheres.
Atualizado: 16 de out. de 2021
Segundo relatos das trabalhadoras que estão participando da paralisação não é comum mulheres no volante na empresa Univale.

O Jornal O Decolonial que está cobrindo a paralisação das trabalhadoras e trabalhadores da Univale pôde constatar que a quantidade de mulheres motoristas é muito pequena no quadro de funcionários da Univale. Nossa equipe Decolonial conversou com as mulheres do movimento para saber mais sobre essa realidade.
O movimento de paralisação na Vila Samarco é composto em sua imensa maioria por homens. As motoristas já se acostumaram com esse ambiente e afirmam que dirigem melhor que os homens. A empresa conta hoje com cerca de 190 motoristas em Ouro Preto e Mariana e apenas 3 são mulheres. As motoristas da UniVale disseram que seus colegas de trabalho lhes respeitam e que o ambiente é saudável para as três mulheres motoristas na empresa. No entanto acreditam que deveriam ter mais mulheres no volante, pois elas dirigem muito bem e com segurança. Para Patrícia Ramos, liderança política na cidade de Mariana e do coletivo Mulheres em Luta : "O machismo na nossa sociedade impõe a nós mulheres papéis normalmente na esfera privada, em tarefas domésticas e de cuidado. Dessa maneira, apesar de toda a grande luta que travamos ao longo dos anos, ainda existe dificuldade de inserção em algumas tarefas e cargos, como é o caso de motoristas.Isso não quer dizer que não esteja mudando. Com muita luta, enfrentando e derrubando tabus, essas mulheres representam o avanço das nossas conquistas, em que nós temos ocupado diversos espaços." Patrícia Ramos está apoiando a luta das trabalhadoras e trabalhadores da Univale e falou com a nosso jornal a respeito da luta das mulheres na sociedade brasileira.
Ao invés de demissão e menos direitos a empresa Univale poderia propor melhores condições de trabalho e mais mulheres no volante.
Redação I Jornal O Decolonial I



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