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Estudantes da UFOP tomam as ruas de Ouro Preto contra a barbárie bolsonarista e afirmam: “Eleição de nossas vidas.”

há 5 minutos
3 min de leitura

Mobilizações pela democracia ocorrem em todo o país.


foto : Jornal O Decolonial
foto : Jornal O Decolonial

Estudantes da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) realizaram, no último dia 9 de outubro, uma grande manifestação pública em defesa da candidatura presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os estudantes reivindicaram, entre outras pautas, a defesa da soberania nacional e da educação pública brasileira e o fim da escola 6 x 1. A concentração do ato foi marcada para o Restaurante Universitário do Morro do Cruzeiro às 17h e por volta de 18h30 os estudantes deram início ao ato e percorreram as ruas de Ouro Preto denunciando o projeto autoritário da extrema direita, representado pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL), reafirmando apoio a candidatura de esquerda. 


Onda vermelha em Ouro Preto

As ruas da cidade histórica ficaram tomadas pelos estudantes que portavam leques, cartazes e bandeiras vermelhas, a manifestação também contou com a participação de diversos movimentos sociais e sindicais das cidades de Ouro Preto e Mariana, além de moradores que se juntaram de forma espontânea à manifestação. Marcaram presença também algumas figuras públicas da política ouropretana, como o deputado estadual Leleco Pimentel (PT), o prefeito da cidade de Ouro Preto, Angelo Oswaldo (PV) e os vereadores Titão e Kuruzu, ambos do Partido dos Trabalhadores. O vereador da cidade de Mariana, Pedro Souza (PV), também reforçou o time de Lula. De acordo o jornal Geraes a Guarda Municipal de Ouro Preto estimou a presença de cerca de 6 mil manifestantes e segundo as lideranças estudantis essa foi uma das maiores manifestações estudantis na história de Ouro Preto.O ato público aconteceu de forma pacífica e sem nenhuma intercorrência registrada pela Polícia Militar. 



foto : Jornal O Decolonial
foto : Jornal O Decolonial

Estudantes ocupam as ruas em todo o Brasil

A manifestação em Ouro Preto faz parte de uma agenda espontânea de mobilizações estudantis em defesa da democracia em todo o Brasil. A onda vermelha, como está sendo chamada, tomou as ruas de todo o país e se iniciou com os estudantes da Universidade Federal Fluminense em Niterói, que foram às ruas um dia após o primeiro turno das eleições, animando o conjunto do movimento estudantil brasileiro. Estudantes da UFMG convocaram uma manifestação que levou mais de 100 mil às ruas de Belo Horizonte. Além da UFOP e UFMG, estudantes de outras universidades públicas em Minas Gerais também realizaram assembleias e manifestações, como é o caso da UFSJ, UFJF, UFV, UEMG, UFU, UFVJM, entre outras instituições de ensino.



Cenário eleitoral adverso para a esquerda

Após a vitória de Flávio Bolsonaro no primeiro turno das eleições presidenciais houve uma forte reação do chamado campo progressista, campo político que reúne partidos e eleitores de esquerda e do centro democrático brasileiro. Essa reação acontece nas ruas de todo o Brasil e também nas redes digitais, que indicam um número recorde de visualizações e acessos nas publicações a favor de Lula,cerca de 789,2 milhões, somando Tik Tok e  Instagram, segundo o portal de notícias Brasil 247.


No primeiro turno o candidato da extrema direita, Flávio Bolsonaro, obteve 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula, apesar das dificuldades que se apresentam para a vitória do campo progressista o clima durante a manifestação em Ouro Preto era de muita euforia e otimismo. Segundo a estudante de Turismo da UFOP, Joana Damasceno, “É possível uma virada no segundo turno, temos que fazer tudo que for possível, essa é a eleição de nossas vidas.“ afirmou a estudante.



Outras manifestações estão sendo planejadas pelo movimento estudantil e por entidades da sociedade civil por todo o país com objetivo de massificar a campanha a favor do presidente Lula. O segundo turno das eleições presidenciais acontece no próximo dia 25/10 e decidirá os rumos da política nacional pelos próximos quatro anos.



Redação | Jornal O Decolonial |

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