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"Fábrica de R$ 1,00" espalha fumaça tóxica e assusta moradores de Ouro Preto.

20 de mai. de 2022
2 min de leitura

Atualizado: 21 de mai. de 2022

Integrantes do Codema e moradores da Vila Operária se reúnem com representantes da Terrabel para resolução da má qualidade do ar.
Foto : Jornal O Decolonial

Por : Operário Verde e Jornal O Decolonial


COBERTURA EM REDE | Na manhã dessa quarta-feira, dia 19 de maio, uma subcomissão designada pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Ambiental de Ouro Preto – CODEMA reuniu-se com representantes do grupo TERRABEL, responsáveis pela fábrica, e com moradores da Vila Operária.


Visão dos Moradores :


Os representantes dos moradores destacaram que os problemas não são novos e que já foram realizadas dezenas de reuniões nos últimos anos na tentativa de solução da poeira, do mau-cheiro e do barulho que emana da fábrica, mas sempre sem sucesso. Afirmaram que não têm mais esperanças de solução e que infelizmente temem pelo pior, como vazamentos de gases e explosões de caldeiras que vitimem alunos da Escola Tomás Antônio Gonzaga, moradores vizinhos e os trabalhadores da fábrica.

Posição da Terrabel


Na ocasião foi dito pelos técnicos da empresa que os novos proprietários do empreendimento, do grupo TERRABEL, querem estabelecer uma nova dinâmica com a comunidade local, de modo que haja mais transparência e diálogo. Alexandre Mortimer Guimarães, gestor da fábrica, afirmou estar tomando as providencias para um novo licenciamento ambiental e também para o descomissionamento da barragem do Marzagão. a Renovação de Licença de Operação foi indeferida em 2021 e que logo após foi assinado um Termo de Ajustamento de Conduta - TAC com o Governo do Estado para permitir a continuação da produção até que fossem sanadas as irregularidades verificadas. Disse ainda que, apesar de não ter sido publicada, a prorrogação de tal Termo foi deferida por mais 12 meses, o que deu guarida ao funcionamento da fábrica até abril de 2023.


Aumento da fumaça


Moradores de Ouro Preto e da Vila Operária relatam um grande aumento na quantidade de fumaça nas últimas semanas vinda da fábrica do grupo Terrabel, o mal cheiro e o frio trazem dificuldades respiratórias relatam alguns moradores, a fumaça tóxica tem se deslocado para além dos perímetros do Saramenha e vários vídeos e fotos tem viralizado nas redes sociais denunciando a situação.


Mesa de negociação


Ao final da reunião, estabeleceu-se a criação de uma mesa permanente de diálogo entre os moradores e a direção da fábrica para tratar dos impactos socioambientais do empreendimento, já com o compromisso de instalação de uma estação de monitoramento do ar na Vila Operária.


Participaram pela subcomissão do CODEMA os Conselheiros Flávio Andrade, Guilherme Gomes e Pedro Lisboa. Pela comunidade estavam Luís Carlos Teixeira e André Lana. Os representantes da empresa foram Alexandre Mortimer Guimarães e Gustavo Godinho.


Por : Operário Verde e Jornal O Decolonial

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