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“Janonismo Cultural” comanda o segundo turno a favor de Lula nas redes digitais. “EXPLODE!”

há 2 dias
2 min de leitura

Segundo o Instituto de pesquisa Genial/Quaest, Lula assumiu a liderança do Índice de Popularidade Digital.


Deputado André Janones durante ato na UFMG - Foto: Divulgação
Deputado André Janones durante ato na UFMG - Foto: Divulgação

Quem acompanha a política brasileira sabe que o feed das redes sociais costuma ser um campo de batalha de ideologias, valores e opiniões, a campanha de segundo turno presidencial tem ampliado esse cenário e ganhou contornos de uma verdadeira "operação de guerra" de posts e memes. Comandada pelo deputado André Janones (REDE) e batizado por analistas como "janonismo cultural", o parlamentar mineiro tenta provar que uma linguagem direta e simples na era dos algoritmos pode decidir a eleição presidencial em favor de Lula. 


Se a esquerda historicamente preferia textões explicativos e artes institucionais elegantes, Janones levou para o campo progressista a linguagem das notificações de emergência, dos áudios inflamados, chamadas em caixa alta e linguajar pouco rebuscado, o deputado aplicou a tática e o método da direita para furar as bolhas digitais.

Para Janones, não existe horário comercial para a militância. Em mensagens enviadas às tropas de apoiadores, o tom é de convocação imediata: “É hora de não almoçar, não jantar, se preciso, não tomar banho, o foco é subir a hashtag!” A abordagem pouco convencional tem arrancado risos e piadas dos próprios apoiadores. 


O “Exército do Lula” toma o WhatsApp

A principal base de operações desse movimento atende pelo nome de “Exército do Lula”, um canal no WhatsApp que arregimentou milhões de inscritos em tempo recorde. Em vez de apenas transmitir notícias passivas, o grupo opera como uma central de missões diárias como o envio coordenado de hashtags e imagens para dominar os assuntos mais comentados, orientações para que cada apoiador grave vídeos simples com o próprio celular trocando a superprodução de marketing pela espontaneidade e apelos diretos para que cada participante recrute amigos e familiares para o grupo, ampliando a capilaridade da mensagem no dia a dia.


A virada da esquerda na disputa pelos algoritmos

Antes vista como atrasada nas redes sociais frente à máquina bolsonarista, a comunicação do campo de esquerda passou por uma guinada estatística e uma presença virtual massiva nesse segundo turno eleitoral.

Segundo o instituto de pesquisa Genial/Quaest no monitoramento de redes no segundo turno, o candidato Lula assumiu a liderança do Índice de Popularidade Digital (IPD), saltando de 70,7 pontos para 82,6 pontos. No mesmo intervalo, o bolsonarismo caiu de 80 pontos para 76,4 pontos.O algoritmo do IPD avalia 175 variáveis distribuídas entre Instagram, TikTok, Facebook, X (Twitter), YouTube, Google e Wikipédia, medindo fama, engajamento, mobilização, valência e interesse das buscas.



O engajamento contínuo permitiu à campanha dominar os trending topics, emplacar narrativas e responder a ataques em questão de minutos, dividindo de igual para igual o espaço que antes parecia monopólio da direita.

Se o resultado da eleição se decide nas urnas, a batalha diária do segundo turno provou que o smartphone virou uma das ferramentas políticas mais barulhentas do país e que pode decidir o futuro eleitoral do Brasil.


Redação | Jornal O Decolonial |


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