Paralisação segue.Ten Marta, motoristas e Metabase Inconfidentes encaminham desocupação pacífica.
A paralisação da UniVale continua, mas a agora na garagem da empresa. Entenda o acordo feito para a execução da liminar.

Uma solução pacífica foi encontrada por uma Tenente Feminina em conjunto com o movimento dos motoristas da Univale e apoio do Sindicato Metabase Inconfidentes/Mariana. A solução encontrada foi manter a paralisação, mas desta vez na garagem da empresa Univale. O impasse se deu pois a liminar diz que 50% da frota da UniVale e seus motoristas deveriam voltar aos serviços prestados para a Vale S.A. No entanto os 98 motoristas não representam 50% do total de motoristas da empresa UniVale, que emprega muitos outros motoristas em diferentes rotas de exploração de minério de ferro da Vale S.A no estado de MG.
A Polícia Militar estava sendo comandada pela Capitã Marta, conhecida na cidade de Mariana e Diogo de Vasconcelos como Tenente Marta, a Capitã da PM foi candidata a vereadora em Mariana pelo partido Republicanos e não conseguiu se eleger, obtendo 326 votos na cidade. A capitã estava determinada a retirar os ônibus e os trabalhadores da Vila Samarco e com uso da força e repressão caso os trabalhadores resistissem. Ameaças em relação a apropriação indébita dos ônibus foram imputadas aos lideres e motoristas da UniVale pela Polícia Militar segundo relato de alguns motoristas.

Os motoristas e as lideranças resolveram em discussão coletiva se retirar momentaneamente da Vila Samarco e se dirigir para a sede da garagem da empresa UniVale, impedindo assim que o movimento acabe em violência e sem as pautas atendidas. Yuri Gomes liderança da esquerda marianense e professor de história formado pela UFOP, falou com a equipe Decolonial sobre essa nova etapa do movimento dos trabalhadores da Univale "O movimento decidiu que não podemos sair daqui todos presos, vamos relocalizar a paralisação daqui da Vila Samarco para a portaria da garagem da UniVale e o movimento vai se organizar para ver como vamos cumprir na pratica essa liminar. Estamos animados , agora estaremos mais próximos da cidade de Mariana e podemos chamar a população para reforçar nossa paralisação" afirmou Yuri à nossa redação.
O Jornal O Decolonial segue acompanhando o desdobramento da luta de classes em Mariana e Ouro Preto, em breve mais informações.
Redação I Jornal O Decolonial I



O texto que eu li não condiz nem um pouco com seu titulo. Em momento algum vi qualquer frase que denote esforço de pacificação, outrossim, repressão. Acordo? Onde? Quando? Apenas fez se cumprir uma liminar no mais comum dos termos: manda quem pode, obedece quem tem juízo.