Patriotismo às avessas : Bolsonarismo conclama que Trump ataque militarmente o Brasil.
Atualizado: há 22 horas
Exibição de míssil inflável com apelo para que os EUA ataque o território brasileiro expõe o paradoxo do nacionalismo de fachada em ato político na Avenida Paulista.

A cena registrada no domingo (18) na Avenida Paulista, durante ato da campanha de Flávio Bolsonaro, sintetizou uma das contradições mais profundas da extrema-direita no país. Sob as cores verde e amarelo e bandeiras do Brasil, um grupo de apoiadores de Flávio Bolsonaro carregou um míssil inflável gigante estampado com a mensagem em inglês "Trump nuke Brazil", uma solicitação explícita para que o presidente dos Estados Unidos realize um ataque militar contra o território brasileiro.

O episódio gerou repúdio nas redes sociais e reações do meio político e traz à tona como os bolsonaristas entendem a questão da soberania nacional e da independência do Brasil frente às demais potências estrangeiras.
O fim da soberania nacional em nome do bolsonarismo
Ao clamar por um ataque externo em solo brasileiro, a militância de extrema direita bolsonarista substitui a autodeterminação pela subserviência completa aos interesses dos Estados Unidos. A exibição do míssil inflável na Avenida Paulista revela alinhamento incondicional a interesses estrangeiros, no qual a integridade da própria população brasileira passa a ser secundária em relação a disputas político partidárias. A manifestação bolsonarista reflete uma trajetória em que alas políticas da extrema direita recorrem a forças externas como ferramenta de pressão politica no cenário eleitoral brasileiro.
O silêncio de Flávio Bolsonaro
Diversas lideranças políticas do campo progressista reagiram severamente ao ato, classificando a manifestação como uma atitude lesa-pátria e uma afronta direta à soberania nacional. Guilherme Boulos, Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, classificou a atitude como "inacreditável" e uma "indecência", Lindbergh Farias, Deputado Federal pelo PT-RJ, afirmou nas redes sociais que "o nível de vira-latismo dessa turma é de dar nojo", criticando o que apontou como submissão geopolítica.
Até o momento, a coordenação da campanha de Flávio Bolsonaro não emitiu declaração oficial condenando a exibição do míssil com o pedido de ataques ao Brasil.
Redação | Jornal O Decolonial |





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