Prefeitura de Itabirito determina retorno obrigatório às aulas presenciais.
Município de Itabirito já registrou 163 mortes por covid-19.

A Prefeitura de Itabirito, nesta última semana, publicou o Decreto 14044, que determina o retorno das aulas presenciais obrigatórias no município, a partir do dia 3 de novembro de 2021, com possibilidade de ocupação de 100% das salas de aula. Na justificativa, o Executivo itabiritense considerou as normas estabelecidas na sexta versão do Protocolo Sanitário de Retorno às Atividades Escolares do Estado de Minas Gerais e “que a preocupação em relação à reabertura das escolas é um tema intersetorial e que precisa ser
entendido como prioritário no contexto da pandemia”.

O Decreto levantou uma série de questionamentos por parte de pais, estudantes e profissionais da educação, que entendem que este ainda não seria o momento mais oportuno para o retorno obrigatório. Em sua argumentação, eles ponderam que a grande maioria dos estudantes ainda não está completamente imunizada contra a COVID 19 (alguns só receberam a primeira dose e outros sequer ainda foram vacinados) e que seria mais prudente, já que estamos no final do ano letivo, continuar com o formato híbrido ou remoto e planejar a retomada das atividades escolares para 2022, com mais segurança e certeza da situação. Esta preocupação faz sentido, já que Itabirito registrou 14014 casos e 163 mortes pela doença (dados do último boletim, publicado em 28 de outubro) e, por mais que a situação pareça estar sob controle, uma maior circulação de pessoas e o relaxamento em relação aos protocolos de prevenção, pode desencadear o surgimento de novos casos. Prova disso, foi o registro do aumento da taxa de incidência diária de casos da COVID 19 em todas as 14 regiões de Minas Gerais, na última semana. O retorno também vem sendo contestado a nível estadual. A deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT), que é presidente da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa, ajuizou ação popular contra o retorno obrigatório às aulas presenciais nas escolas públicas ligadas ao governo de Minas Gerais. A referida ação pede a manutenção do ensino híbrido e que as famílias possam escolher se vão mandar os alunos às instituições de ensino neste momento. Segundo a deputada, a pandemia não acabou e o governo Zema quer impor retorno presencial e aglomeração às famílias.
Redação I Jornal O Decolonial I



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