Suposto áudio de secretários precisa ser periciado, a população quer esclarecimentos mais sólidos.
Atualizado: 14 de fev. de 2022
Sites da região trataram o caso como Fake News.

Um "áudio vazado" de uma reunião tem chamado a atenção da população de Ouro Preto e toda a região dos Inconfidentes. Se trata de um suposto diálogo entre secretários da atual gestão do executivo municipal de Ouro Preto . No áudio é possível ouvir três pessoas negociando de forma suspeita pagamentos através de contas bancárias alheias a prefeitura de Ouro Preto. No final do suposto dialogo existe uma discussão sobre como maquiar e não gerar suspeita sobre os referidos pagamentos. Não é possível afirmar que o áudio é verdadeiro, no entanto quem o ouviu o conteúdo dos diálogos afirma que a voz dos envolvidos realmente se assemelha a dos dois secretários citados na denuncia. O suposto áudio traz denuncias de corrupção e pagamento de propina na prefeitura de Ouro Preto envolvendo o setor de transporte e precisam de mais amplo esclarecimentos por parte das autoridades envolvidas.
Os sites Voz Ativa e Diário de Ouro Preto tratam a questão como uma "Fake News" e usam como argumento para essa afirmativa o fato dos secretários terem ido à delegacia fazer uma denúncia formal contra quem compartilhava os áudios. O simples fato dos secretários terem ido à delegacia e prestarem queixa sobre o assunto não provam culpabilidade ou a inocência dos mesmos. É precipitado anunciar que o fato se trata de uma denúncia verdadeira, mas tão pouco podemos afirmar que se trata de um áudio falso, afinal nenhuma pericia ou investigação foi feita para comprovar a veracidade dos mesmos. É preciso que as autoridades competentes esclareçam os fatos através de uma pericia isenta e transparente sobre a autenticidade dos áudios.
Os dois secretários envolvidos na denúncia ainda não vieram a publico negar a autenticidade dos áudios e não se pronunciaram publicamente sobre o assunto. O Jornal O Decolonial ainda não se sente seguro em fazer nenhum tipo de afirmação do caso em questão sem investigações preliminares.
Redação | Jornal O Decolonial |



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