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Temendo novas paralisações Vale S.A assume as negociações e se reúne com trabalhadores em Hotel.

19 de out. de 2021
2 min de leitura
Paralisação entrou no 6º dia de negociações, confira a agenda de atividades dos trabalhadores da UniVale.

Foto: Jornal O Decolonial

Hoje os trabalhadores da UniVale entraram no sexto dia de paralisação, o que começou discreto e sem muito barulho na manhã do dia 14 de Outubro se tornou um grande pesadelo para a Vale S.A e sua terceirizada UniVale. Era comum na empresa UniVale que os trabalhadores descontentes que manifestassem qualquer tipo de insatisfação fossem rapidamente afastados, demitidos ou trocados de função na empresa. Esse é o histórico da relação da UniVale com seus trabalhadores. Mas dessa vez os acontecimentos seguiram outro caminho, os trabalhadores indignados com a demissão de quatro cipeiros se uniram e deram um basta nos desmandos da empresa UniVale, sob supervisão da Vale S.A e seus acionistas. Direitos e dignidade não se negocia, os motoristas se uniram e o movimento cresceu, ganhou apoio popular e político na região dos Inconfidentes e um grande impasse se instalou no seio da mineração de Minas Gerais e do Brasil.


Dentro desse quadro favorável aos trabalhadores a única opção foi a entrada de dirigentes da Vale S.A na negociação com os trabalhadores. Ontem foi feita uma reunião entre trabalhadores e representantes da Vale S.A no Hotel Providência em Mariana. Informação confirmada por lideranças dos trabalhadores dão conta de que a Vale S.A tenta negociar um acordo rapidamente e já admite a possibilidade de "anistia" aos trabalhadores demitidos e proibição de novas demissões durante a paralisação. Funcionários do alto escalão da Vale S.A estiveram presente no encontro no Hotel Providência.


Agenda da paralisação

A paralisação segue na garagem da Univale, cerca de 40 motoristas estão se revezando na porta da empresa, dormindo em barracas e carros. Os trabalhadores da UniVale estão fazendo a contagem dos ônibus que entram e saem da empresa para manter apenas 50% da frota em atividade, conforme determina a liminar do Tribunal Regional do Trabalho.


Hoje pela manhã estiveram presentes na paralisação os sindicatos Assufop e Sinasefe que prestaram apoio de imprensa e ajuda financeira às ações do movimento de paralisação. Além da concentração na porta da empresa os trabalhadores tem agenda de reuniões de mediação e negociação com os vereadores de Ouro Preto e Mariana na parte da tarde para tratarem das pautas e a carta de reivindicações da categoria. O Jornal O Decolonial segue com mais informações e atualizações sobre a paralisação da UniVale a qualquer momento.


Redação I O Decolonial I

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