Trabalhadores da Univale paralisam 4 minas da Vale e reivindicam direitos.
Atualizado: 21 de out. de 2021
Em assembleia histórica na Vila Samarco rodoviários da Univale indicam greve.

Hoje pela manhã as minas de Timbopeba, Alegria, Fábrica Nova e Fazendão, geridas pela mineradora Vale S.A, não conseguiram operar na normalidade, as minas ficaram sem produção por 5 horas, isso porque os trabalhadores rodoviários da empresa UniVale, empresa de transportes terceirizada da Vale, resolveram cruzar os braços e reivindicar melhorias salariais e mais direitos para a categoria, em ano de lucro recorde para a Vale S.A.
Logo pela manhã os trabalhadores rodoviários contratados pela empresa UniVale se reuniram na Vila Samarco, com cerca de 50 ônibus, todos eles com cerca de 40 trabalhadores da mineração que iriam pegar o turno da manhã nas barragens e minas da Vale.

Em assembleia histórica para a categoria e com auxilio jurídico da CSP Conlutas e de organizações de esquerda o movimento dos rodoviários da Univale reivindicam além de melhorias salariais, o pagamento de horas extras, reajuste no vale alimentação, readmissão imediata de todos os trabalhadores demitidos por defenderem a categoria, entre outras reivindicações. Parte da categoria dos rodoviários da UniVale votou pela manhã sobre a deflagração da greve, mas as urnas ainda não foram abertas, nova votação será feita com os trabalhadores do turno noturno para saber qual será o futuro do movimento. Os trabalhadores, segundo apresentado em assembleia, estão disposto a negociar, mas veem má vontade por parte da empresa UniVale e do próprio Sindicato dos Rodoviários que representa a categoria.
A Redação do Jornal O Decolonial segue acompanhando a movimentação dos rodoviários da UniVale.
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