UniVale entra com liminar judicial e justiça determina volta parcial de atividades da categoria.
Atualizado: 21 de out. de 2021
A empresa entrou com recurso no Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região para interromper a paralisação dos trabalhadores, a justiça concedeu em partes.

Uma liminar foi solicitada pela empresa UniVale e aceita em partes por uma desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região do Trabalho, a desembargadora concedeu em partes o pedido da empresa UniVale. A liminar alega que a paralisação não pode atingir 100% da empresa e que a mineração é um serviço essencial para a economia local e para o estado. O advogado Guido de Mattos representante jurídico do sindicato ADUFOP e do movimento dos rodoviários da UniVale falou com exclusividade para a equipe Decolonial e acredita que a liminar foi mais uma derrota para a empresa UniVale, terceirizada da Vale S.A, e que a paralização segue e com as mesmas reivindicações da carta aceita pela UniVale, o sindicato ao se negar a negociar com os 98 trabalhadores rebelados, perdeu totalmente a legitimidade perante a maioria da categoria que está paralisada.
O Conselho Municipal de Transportes de Ouro Preto entrou na negociação e aprovou por maioria uma intervenção imediata nas negociações dos trabalhadores da Univale na tarde de ontem em reunião ordinária. A paralização da categoria, que hoje chega no seu terceiro dia de mobilização está longe de acabar isso porque o STTROP - Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Ouro Preto, Mariana e Itabirito perdeu totalmente o controle sobre os acontecimentos e a negociação, ao se negar dialogar com a base da categoria. No entendimento do advogado Guido de Mattos com a aprovação de uma comissão de negociação pelo Conselho Municipal de Transportes de Ouro Preto o sindicato STTROP não representa mais esses 98 trabalhadores que lutam por melhorias salarias e mais direitos dentro da empresa UniVale, nessa pauta especifica.
A paralisação dos trabalhadores segue e irá aguardar a chegada da liminar judicial para avaliar os próximos passos das reivindicações, o jornal O Decolonial segue na cobertura do movimento na Vila Samarco, mais informações em breve.
Redação I Jornal O Decolonial I



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