União da Juventude Socialista promove encontro em Itabirito.
Evento ocorreu no dia 20 de Novembro no campus IFMG Itabirito.

Por José Roberto Vaz
No último sábado, dia 20 de novembro, ocorreu o Primeiro Encontro de Jovens da UJS - União da Juventude Socialista, que reuniu estudantes de toda a região, no campus do IFMG de Itabirito. O evento, que foi o primeiro desde o início da pandemia, contou com diversos participantes e convidados para debaterem sobre as políticas voltadas à juventude tais como o financiamento público da educação, a defesa das universidades públicas, respeito à diversidade e combate ao racismo, inserção no mercado de trabalho, bem como pautas nacionais como a da vacinação em massa e da defesa da democracia. Na ocasião, a UJS destacou suas conquistas no meio educacional e social e seu compromisso em combater a postura do governo federal no que diz respeito ao desmonte e sucateamento da educação e desconstrução das políticas voltadas para a juventude.
A primeira temática do Encontro teve como tema "Vida, pão, vacina e educação", trazendo conscientização e empatia para quem perdeu um ente querido para o coronavírus. Para a UJS, boa parte das mortes aconteceram por consequência da irresponsabilidade do governo federal, que ignorou medidas preventivas no início da pandemia, demorou para iniciar a compra de vacinas e também a campanha de vacinação contra o vírus. Guilherme Augusto, presidente regional da UJS - Inconfidentes, discursou com muita sensibilidade, ao retratar também a realidade de milhões de brasileiros sendo expostos à insegurança alimentar, causada pela falta de empregabilidade. Em sua fala ele ainda destacou a evasão escolar em tempos de pandemia, a falta de apoio para esta situação e a dificuldade de muitos estudantes em ter acesso à internet.
A Coordenadora de Políticas para a Juventude da Prefeitura de Itabirito, Júlia Oliveira, foi a responsável por liderar o debate sobre diversidade e juventude em tempos de luta, mostrando aos presentes como pode ser difícil encontrar grupos sociais onde se sentir representado. Em seguida, dialogou sobre racismo estrutural e como ele funciona na sociedade, fazendo da população negra a mais pobre do país, a com menor acesso à educação e a direitos, como saneamento básico e saúde. Também discursou o convidado Vitor Pinto, presidente da UNALGBT-MG, que apresentou o seu trabalho na área da saúde em Ouro Preto, que tem como base mapear a população LGBTQIAP+ na região e fornecer atendimento médico adequado a este público.
Redação | Jornal O Decolonial |



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