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União da Juventude Socialista promove encontro em Itabirito.

22 de nov. de 2021
2 min de leitura

Evento ocorreu no dia 20 de Novembro no campus IFMG Itabirito.

Foto : Divulgação UJS Itabirito

Por José Roberto Vaz

No último sábado, dia 20 de novembro, ocorreu o Primeiro Encontro de Jovens da UJS - União da Juventude Socialista, que reuniu estudantes de toda a região, no campus do IFMG de Itabirito. O evento, que foi o primeiro desde o início da pandemia, contou com diversos participantes e convidados para debaterem sobre as políticas voltadas à juventude tais como o financiamento público da educação, a defesa das universidades públicas, respeito à diversidade e combate ao racismo, inserção no mercado de trabalho, bem como pautas nacionais como a da vacinação em massa e da defesa da democracia. Na ocasião, a UJS destacou suas conquistas no meio educacional e social e seu compromisso em combater a postura do governo federal no que diz respeito ao desmonte e sucateamento da educação e desconstrução das políticas voltadas para a juventude.

A primeira temática do Encontro teve como tema "Vida, pão, vacina e educação", trazendo conscientização e empatia para quem perdeu um ente querido para o coronavírus. Para a UJS, boa parte das mortes aconteceram por consequência da irresponsabilidade do governo federal, que ignorou medidas preventivas no início da pandemia, demorou para iniciar a compra de vacinas e também a campanha de vacinação contra o vírus. Guilherme Augusto, presidente regional da UJS - Inconfidentes, discursou com muita sensibilidade, ao retratar também a realidade de milhões de brasileiros sendo expostos à insegurança alimentar, causada pela falta de empregabilidade. Em sua fala ele ainda destacou a evasão escolar em tempos de pandemia, a falta de apoio para esta situação e a dificuldade de muitos estudantes em ter acesso à internet.

A Coordenadora de Políticas para a Juventude da Prefeitura de Itabirito, Júlia Oliveira, foi a responsável por liderar o debate sobre diversidade e juventude em tempos de luta, mostrando aos presentes como pode ser difícil encontrar grupos sociais onde se sentir representado. Em seguida, dialogou sobre racismo estrutural e como ele funciona na sociedade, fazendo da população negra a mais pobre do país, a com menor acesso à educação e a direitos, como saneamento básico e saúde. Também discursou o convidado Vitor Pinto, presidente da UNALGBT-MG, que apresentou o seu trabalho na área da saúde em Ouro Preto, que tem como base mapear a população LGBTQIAP+ na região e fornecer atendimento médico adequado a este público.


Redação | Jornal O Decolonial |

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