STF determina retenção de passaporte de Flávio Bolsonaro em investigações por lavagem de dinheiro via Bets.
Relatórios da Polícia Federal e dados do Ministério da Fazenda apontam movimentações bilionárias via BETS e supostas conexões com o Flávio Bolsonaro.

BRASIL | O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro e a proibição do senador deixar o país. A decisão atende a pedidos no âmbito das investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) que apuram suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção que envolvem transações milionárias do advogado e empresário Willer Tomaz via casas de apostas, conhecidas como BETS.
E-mails interceptados pela PF indicam a inclusão do nome de Flávio Bolsonaro como “usuário master” em cadastros operacionais de uma empresa sediada no exterior vinculada a Willer Tomaz. A apuração também mapeia o uso conjunto de aeronaves e imóveis entre o parlamentar, Tomaz e outros alvos de investigações federais.
Segundo dados enviados pelo Ministério da Fazenda aos investigadores da Polícia Federal foram realizados 2.145 depósitos, totalizando cerca de R$ 325 milhões transferidos para uma plataforma de jogos online em um período de 18 meses. O volume total de giros em apostas atingiu entre R$ 5 bilhões e R$ 6,6 bilhões, foram identificados saques superiores a R$ 200 milhões no mesmo período, segundo dados do Ministério da Fazenda. A PF investiga se o ecossistema das Bets e de cassinos virtuais foi usado como mecanismo para ocultar a origem de capital ilícito.
O senador do PL também é investigado no caso "Dark Horse" De acordo com relatórios da PF, mensagens de texto e áudios indicam negociações diretas entre o parlamentar, e o ex- banqueiro Daniel Vorcaro, para o aporte de recursos para o filme em homenagem ao seu pai, Jair Bolsonaro. As investigações apontam que parte desses valores teria sido remetida ao exterior por meio de empresas e fundos de investimento nos Estados Unidos, levantando suspeitas sobre a origem e a legalidade das transações financeiras.
O que diz Flávio Bolsonaro.
"Nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar". afirmou o senador do PL
Flávio nega ser sócio formal ou oculto de qualquer plataforma de jogos de azar e empresas pertencentes a Willer Tomaz.Sua defesa afirma que não há qualquer contrato, repasse ou participação do senador nos negócios financeiros e comerciais do advogado. O senador afirma ainda que a proximidade com Willer Tomaz é unicamente de amizade entre famílias e que caronas em voos particulares ou hospedagens pontuais compartilhadas com o advogado decorrem dessa relação de afeto e cortesia, sem qualquer vínculo financeiro ilícito ou contrapartida política.
Redação | Jornal O Decolonial |





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