"Demarca Lula". BH se levanta em defesa dos povos originários.
Mobilização cobra demarcação de terras e fim da violência contra indígenas. Ativistas também arrecadaram mudas e sementes nativas, que serão destinadas ao reflorestamento.

BELO HORIZONTE —Sob a palavra de ordem "Demarca Lula", manifestantes e organizações socioambientais tomaram a Praça Sete no centro de Belo Horizonte em defesa dos povos indígenas nesta quarta-feira, 4 de novembro. A manifestação foi um chamado urgente pela vida dos povos originários do Brasil que sofrem diversos ataques em todo o território brasileiro.
Entre as principais reivindicações do protesto está a homologação imediata de 73 Terras Indígenas que aguardam assinatura presidencial. Os manifestantes também se posicionaram contra o chamado marco temporal, relacionado à PEC 48/2023, que representa um dos principais pontos de disputa política e jurídica em torno do reconhecimento dos territórios indígenas no Brasil.
Outra pauta da mobilização foi a denúncia aos episódios de violência política contra as comunidades indígenas, incluindo os povos Guarani Kaiowá e Maxakali. Após o segundo turno eleitoral, episódios e denúncias de violência por parte de bolsonaristas e militantes da extrema-direita explodiram em todo território brasileiro. Os casos de violência reforçam a preocupação com a segurança dos povos indígenas que vivem sob constantes ameaças em seus próprios territórios. Invasões, conflitos fundiários, intimidações e agressões colocam em risco não apenas a integridade física dos indígenas.
O protesto popular em defesa dos povos originários também arrecadou mudas e sementes nativas, destinadas ao reflorestamento de territórios atingidos pela degradação ambiental nos territórios indígenas.
Além de Belo Horizonte, outras cidades brasileiras também registraram mobilizações em defesa dos povos indígenas neste início de novembro, entre elas Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas,Belém e Guarulhos.
Redação | Jornal O Decolonial |





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