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Olhares (im)possíveis e Ocupação Chico Rei promovem oficinas de experimentação artística.

há 3 dias
2 min de leitura

Iniciativa realizada pela Cumbuca Cultural promove oficinas de experimentação artística e busca dar visibilidade à luta pelo direito à moradia em Ouro Preto.

Foto : Jornal O Decolonial
Foto : Jornal O Decolonial

OURO PRETO — A cidade de Ouro Preto (MG) torna-se palco de uma nova e potente convergência entre arte contemporânea e movimento social. Terá início mais uma edição do projeto Olhares (im)possíveis, que desta vez firma parceria com a Ocupação Chico Rei para a realização de uma sequência de encontros de experimentação artística. 


A iniciativa culminará em uma exposição coletiva realizado pela Cumbuca Cultural, o projeto é viabilizado por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), importante mecanismo de fomento e apoio à cultura em todo o território nacional.


Arte como espaço de voz e memória

O projeto Olhares (im)possíveis propõe utilizar expressões e processos artísticos como narrativas de resgate de identidades, dando visibilidade a territórios e sujeitos frequentemente marginalizados. Em aliança com a comunidade local, o projeto busca transformar as vivências dos próprios moradores em matéria-prima estética e política.


Os encontros contam com e oficinas que cobrem áreas como fotografia, artes visuais e memória comunitária. O resultado desse processo imersivo será reunido em uma mostra aberta ao público, que pretende provocar reflexões sobre as diversas camadas urbanas e sociais de Ouro Preto.


A Ocupação Chico Rei e o direito à moradia

A escolha da Ocupação Chico Rei como parceira do projeto reforça o diálogo com a realidade do território. O movimento representa uma importante articulação social de luta pelo direito à moradia em Ouro Preto.


Iniciada em dezembro de 2015, a ocupação estabeleceu-se nas chamadas terras da Novelis, no bairro Saramenha. Desde então, as famílias organizadas no local mantêm um histórico de resistência, organização comunitária que reivindicam políticas públicas habitacionais na região. Ao batizar o espaço com o nome de Chico Rei, figura lendária da história ouro-pretana que simboliza a libertação e a conquista da autonomia por pessoas escravizadas, o movimento reafirma a continuidade histórica da luta por dignidade e posse da terra.



Fomento à cultura de base

A inclusão da iniciativa no escopo da Política Nacional Aldir Blanc destaca o papel das políticas públicas federais em descentralizar recursos e fortalecer coletivos independentes fora dos grandes eixos metropolitanos. A Cumbuca Cultural, responsável pela concepção e produção do projeto, reforça seu compromisso com a democratização do acesso às artes e com o uso da cultura como vetor de transformação e registro histórico comunitário.


A programação dos encontros e a data de abertura da exposição coletiva serão divulgadas nos canais oficiais do projeto e da Ocupação Chico Rei.


Redação | Jornal O Decolonial |

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