Região dos Inconfidentes sedia 8°encontro da FLAMA em Novembro.Confira a programação.
O evento integra mobilização social e produção acadêmica para discutir os rumos e as alternativas à mineração predatória na região.

MINERAÇÃO PREDATÓRIA | A luta contra os impactos do atual modelo de mineração em Minas Gerais ganha um forte espaço de debates e articulação política ao longo de todo o mês de novembro. A Frente Mineira de Luta das Atingidas e Atingidos pela Mineração (FLAMA) realiza a programação conjunta do 8° Encontro Regional por um Novo Modelo de Mineração e da 8ª Jornada Universitária de Debate na Mineração. Os eventos integram mobilização social, produção acadêmica e manifestações culturais para discutir os rumos e as alternativas à atividade minerária na região.
Consolidada como um dos principais espaços de organização e luta contra a mineração predatória na Região dos Inconfidentes e no estado, a FLAMA reúne atingidos das comunidades locais e movimentos populares para enfrentar as dinâmicas de exploração e defender a soberania dos territórios. A edição deste ano descentraliza as discussões e ocupa salas de aula e espaços públicos em diferentes municípios mineiros.
Programação descentralizada
As atividades serão distribuídas por diversos polos de ensino e cultura da região, incluindo:
Mariana: Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (ICSA) e Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS) da UFOP;
Ouro Preto: Departamento de Geologia (DEGEO/UFOP) e Anexo do Museu;
João Monlevade: Instituto de Ciências Exatas e Aplicadas (ICEA/UFOP);
Belo Horizonte: Campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG);
Rede Pública: Escolas da região dos Inconfidentes.
A programação foi elaborada para promover um diálogo direto entre o conhecimento acadêmico e os saberes populares. As mesas de debate contarão com a presença de lideranças quilombolas, garimpeiros tradicionais, atingidos por barragens, mulheres articuladoras sociais, pesquisadores, professores,jornalistas, representantes sindicais
e movimentos sociais.
Arte, cultura e lançamento de obras
Além dos debates técnicos e políticos, o encontro aposta na arte e na literatura como ferramentas de denúncia e registro histórico. O público poderá acompanhar exposições fotográficas, exibições de filmes e documentários, além do lançamento de livros e publicações dedicadas às lutas coletivas e às alternativas viáveis ao modelo minerário predatório.
O evento é aberto a toda a comunidade, sem necessidade de inscrição prévia. Para incentivar a participação de estudantes e pesquisadores, a organização emitirá certificados para os presentes nas atividades.
Confira programação completa :
Redação | Jornal O Decolonial |





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